Artigo 15 – A recompensa dos impenitentes


Textos para estudo: Jo. 3: 17-36 e 2 Ts. 1: 3-12

Texto áureo: Quem crê nele não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus. (Jo. 3: 18)
Leituras Diárias:
Segunda-feira – Jo. 1: 12 e 1 Jo. 2: 19;

Terça-feira – Jo. 12: 48-50;

Quarta-feira – Jo. 16: 7-15;

Quinta-feira – Hb. 6: 4-6; Mc. 3: 29

Sexta-feira – 1 Tm. 1: 20;

Sábado – 2 Ts. 1: 3-12;

Domingo – Jo. 3: 17-36.

Objetivos da lição:

  1. Tornar conhecido dos alunos o Artigo 15 da breve exposição;
  2. Explicar quem é impenitente, segundo as escrituras;
  3. Explanar sobre as declarações bíblicas a respeito dos impenitentes;
  4. Demonstrar, com o apoio da palavra, qual e como é a punição dos impenitentes;
  5. Deixar os alunos conscientes da urgência da salvação, pela fé, em Cristo Jesus.
Artigo 15: Os pecadores que não crerem no Salvador, e não aceitarem a salvação que lhes está oferecida de graça hão de levar a punição das suas ofensas, pelo modo e no lugar destinado para os inimigos de Deus.
No artigo anterior, encontra-se uma declaração sobre o trabalho do Espírito Santo na salvação do pecador. O artigo que agora analisamos refere-se ao destino dos pecadores que resistem à atuação do Espírito. Dois textos bíblicos fundamentam este artigo: João 3: 36 e 1 Tessalonicenses 1: 8, 9. É com base nessas e em outras referências adicionais, que descobrimos qual é o fim a que são destinados os não convertidos.

1. Os pecadores impenitentes
O homem chamado de impenitente talvez não seja uma pessoa má e perversa, inimiga das coisas de Deus. Não é, necessariamente, um rebelde, um zombador e opositor aberto e violento da religião e do Evangelho. Pode deixar de ter qualquer um destes caracteres e se apresentar como uma pessoa socialmente amável e admirada, ligada como colaboradora ao movimento representado pelas igrejas, e ser, até mesmo, na sua vida comum, um exemplo de bons sentimentos e compostura. Moral e socialmente, é considerada uma pessoa boa.
O termo “impenitente” vem do latim (im + poenitente), e significa aquele que persiste no erro ou no crime, que é contumaz. Podemos chamar de “impenitentes” os homens que não se arrependem dos seus pecados, apesar de todas as oportunidades e de toda a ação do Espírito Santo com vistas a que isso aconteça (Jo. 16: 8). São aqueles que blasfemam contra o Espírito (Mt. 12: 32; Mc. 3: 29 e Lc. 12: 10). Os que cometem este pecado rejeitam e caluniam, de forma consciente, maldosa e voluntária o Espírito Santo, não obstante toda a Sua ação para levar o homem a aceitar a graça de Deus em Cristo. Atribuem o que se reconhece como obra de Deus à influência e operação de Satanás. É, então, um pecado não tanto contra a pessoa do Espírito, mas contra Sua obra específica de revelar a graça e a glória de Deus em Cristo.
Algumas características dos impenitentes:

1.1 – Não pertencem à família de Deus

Se ainda não O recebemos, não pertencemos à família do Pai celestial (Jo. 1: 12). Em nossa casa, os familiares sentam-se à mesa e, à noite, permanecem em casa, enquanto os estranhos se retiram. Quem não pertencer à família de Deus, não permanecerá também junto a ela quando vier o tempo de descansar. Não terá a mesa nem desfrutará do descanso final que estão reservados a ela naquele dia. Haverá separação.

1.2 – Não terão modificação no seu estado

Continuam como eram antigamente. Encontravam-se perdidos e continuam perdidos, pois não crêem no nome do unigênito Filho de Deus. Se vivem na igreja, ao lado do povo de Deus, recebem apenas as bênçãos naturais que o Evangelho traz para as comunidades que se orientam pelos seus ensinos. Mas as bênçãos espirituais, que dependem exclusivamente do novo nascimento, ainda não as podem alcançar (1 Tm. 1: 19, 20 e Hb. 6: 4-6).

1.3 – Irão perder-se  eternamente

Não é Deus quem, em primeira mão, condena o homem, nem foi missão precípua do Senhor Jesus Cristo trazer condenação para alguém. O homem é quem, já condenado em Adão, confirma e consolida o seu estado de perdido pela atitude de rejeição a Jesus: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido essa o julgará no último dia” (Jo. 12: 48).

2. A punição das ofensas dos impenitentes

O que significa punição? A palavra vem do latim (poena). Uma definição do termo pode ser a seguinte: “É a penalidade que, natural e necessariamente, se requer do pecador por causa do seu pecado”; é, de fato, um débito para com a justiça essencial de Deus. Através da punição do pecador impenitente. Deus vindica a sua justiça, ultrajada pelo pecado.
Que tipo de punição cabe, então, aos impenitentes? Que destino final terão eles? A punição se dá, conforme o Artigo 15, “pelo modo e no lugar destinado para os inimigos de Deus”. O destino final dos pecadores é assim demonstrado nas Escrituras:
2.1 Aos impenitentes está reservada a morte eterna

A Bíblia considera a morte do ponto de vista do pecado. A morte é a penalidade do pecado: porque o salário do pecado é a morte (Rm. 6: 23). Ao falarmos de morte, devemos ter em mente os três sentidos que a podem representar nas Escrituras:

a) A morte física, que é a separação estabelecida entre a alma e o corpo;
b) A morte espiritual, que é a separação entre o homem e Deus, refletindo a condição das pessoas não regeneradas e cujo pecado traz divergência entre elas e o Criador;
c) A morte eterna, que ocorre quando a morte espiritual, durante esta vida, se confirma depois que a alma deixa o corpo. Enquanto estava no corpo, o homem tinha a oportunidade de abandonar a sua atitude e condição pecaminosa e de ser salvo por Jesus. Mas, depois da morte física, quando ninguém mais pode alterar o curso de seu destino, torna-se permanente a condição de morte espiritual (Ap. 20: 14; 21: 8).

2.2 Os impenitentes sofrerão por toda a eternidade

Não há nenhum texto, nenhuma promessa que ofereça qualquer esperança de oportunidade de salvação depois da morte. Pelo contrário, a Bíblia fala da urgência em uma tomada de posição: Sl. 95: 7, 8; Is. 55: 6, 7; Lc. 16: 26; Hb. 3: 15. Elimina-se por completo a expectativa de uma segunda chance.
O lugar que lhes está destinado é o inferno (Lc 16.23,24,28). O inferno é lugar de castigo eterno e consciente para o ímpio. Alguns termos são usados na Bíblia para conceituá-lo:

a) Fogo eterno (Mt. 18: 8, 9), indicando um lugar de tormento sem fim.
b) Fornalha acesa (Mt. 13: 50). O sentido é o mesmo do conceito anterior, provavelmente advindo da figura dos fornos acesos para a refinação de metais.
c) Fogo inextinguível (Mc. 9: 43, 48), para significar a duração do tormento eterno, que é como lugar onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
d) Lago de fogo (Ap. 20: 14, 15), que também traz a ideia de punição com o sofrimento causado pelas queimaduras do fogo.
e) Prisão (1 Pe. 3: 19) e abismo (2 Pe. 2: 4), que trazem o sentido de isolamento e de confinamento.
f) Tártaro (2 Pe. 2: 4), traduzido por inferno. Seu sentido original é de lugar de punição.

Embora seja impossível determinar precisamente o que constituirá a punição eterna dos ímpios, pode-se dizer que será:

a) Ausência total do favor de Deus;
b) Uma interminável perturbação da vida, resultante do domínio completo do pecado;
c) Dores e sofrimentos positivos no corpo e na alma;
d) Castigos subjetivos, como agonias da consciência, angústia, desespero, choro e ranger de dentes.

Há algumas teorias contra a verdade bíblica da punição dos impenitentes, que, para combatermos, devemos conhecer:

1. Extincionistas ou Aniquilacionistas.

Os defensores dessa ideia negam a existência perpétua dos ímpios. Segundo eles, depois de Deus os declarar condenados, serão extintos ou aniquilados. Baseiam-se em referências bíblicas fora de contexto: Fp. 3: 19; 1 Ts. 5: 3; 2 Ts. 1: 9. As passagens que falam de “destruição” não implicam a cessação de existência e são uma referência aos efeitos destrutivos do juízo final sobre os ímpios.

2.  Universalismo

Ensina que o destino de todos os homens é o mesmo, e que Deus, sendo misericordioso, a todos salvará.

3. Restauracionismo

Admite a possibilidade de os pecadores, depois de um período de castigo, serem restaurados.

Conclusão

A Escritura é contundente: haverá separação, “justificados e condenados”; “salvos e perdidos”; “glória eterna e condenação eterna”. A Bíblia também é enfática ao afirmar que aquele que crer em Jesus Cristo terá vida eterna (João 3: 16). Da mesma forma, a bíblia afirma que aquele que não crer já está julgado e condenado (João 3: 18).
Esteja a classe orando para que esta realidade de perdição dos impenitentes nos leve a uma tomada de posição.

As lições desta série foram publicadas primeiramente em 1966 e republicadas em 1986 pelo Departamento de Educação da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil como parte da revista de escola bíblica dominical. Todos os direitos são reservados à UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil).

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