Artigo 23 – A relação dos filhos com o Pai


Textos para estudo: Mateus 6: 5-15 e 7: 7-12.

Texto áureo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á (Mt. 7: 7).

Leituras diárias:

Seg. – Mateus 6: 5-15;

Ter. – Mateus 6: 16-21;

Qua. – Mateus 7: 7-12;

Qui. – Atos 4: 5-12;

Sex. – Colossenses 3: 12-17;

Sab. – Colossenses 4: 1-6;

Dom. – 1 Timóteo 2:  1-7.

 

Objetivos da lição:

  1. Estudar o Artigo 23 da breve exposição;
  2. Indicar uma das formas de relacionamento com o Pai – a oração;
  3. Demonstrar como pode tornar-se eficaz essa forma de relacionamento; e
  4. Demonstrar os resultados que a Bíblia apresenta para as orações dirigidas a Deus com fé.

 

Artigo 23: “O Altíssimo Deus atende as orações que, com fé, em nome de Jesus, o único Mediador – entre Deus e os homens. Lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os seus louvores e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus“.

 

Este Artigo oferece a oportunidade para a reflexão sobre três assuntos; a oração, o louvor e a realização do bem para com os irmãos. São ações práticas dos filhos de Deus na relação com Ele.

 

1. O que é oração

 

A oração é um instrumento eficaz, à disposição do crente, para alcançar a comunhão e a intimidade com Deus. Mediante a oração o crente manifesta ao Senhor a dependência dEle e o desejo de fortificar-se no Seu poder. Clemente do Alexandria definiu oração como “a conversação e correspondência com Deus”. Mais tarde, Tomás de Aquino considerou-a como “o elevar-se da alma para Deus”. De fato, a experiência demonstra que a oração é mais do que a prática de um diálogo com o Senhor; é o privilégio de ser introduzido à presença do Pai, para desfrutar da mais intima comunhão com Ele.

1.1. Tipos de oração

Deus está acessível a nós, porque Se faz presente em nosso meio. Temos, pois, a autoridade de dirigir-lhe as nossas orações, quer silenciosa ou particularmente, em família ou publicamente.

a) Oração silenciosa é a prece do coração. Ninguém a ouve, senão Deus. Um exemplo de oração não audível, mas eficaz, é a de Ana, a mãe de Samuel. Orava ela ao Senhor pedindo-lhe um filho. Eli, o sumo sacerdote, percebendo que apenas mexia os lábios, julgou que estava bêbada, Mas o Senhor a ouvia e atendeu-lhe o desejo do coração (1 Sm. 1: 12, 13, 20).

b) Oração particular e a que fazemos sozinhos, com mais liberdade para apresentar a Deus os nossos problemas pessoais. Cristo recomendou esta espécie de oração (Mt. 6: 6) e Ele mesmo a praticou muitas vezes (cf. Mt. 14: 23; Mc. 6: 46; Jo. 6: 15).

c) A oração familiar é aquela que se realiza no lar, em família. Hoje em dia não é tão fácil reunir toda a família para orar. Mas é uma prática que precisa ser reconquistada. Essa espécie de oração é a melhor escola para que os filhos aprendam a conversar com Deus.

d) Oração pública. O tipo de oração que e exige certo critério segundo a instrução da palavra.

 

 

2. Como orar

 

Muito embora existam os tipos de oração citados anteriormente, vale ressaltar que a Bíblia nos ensina como fazê-lo sempre de forma humilde e crendo no poder do nome de Jesus.

a) A oração deve ser feita em nome de Jesus (Jo. 15: 7, 16) – O poder está nome que está acima de todo nome. Não existe uma oração de poder, este está no nome de Cristo e a Ele deve ser creditado todo louvor, honra e glória (Jo. 14: 13, 14).

b) A oração deve ser feita com humildade (Lc. 13: 9-14) – O homem jamais deve esquecer que apenas uma criatura. O crente deve lembrar que é apenas um servo, um instrumento. Isto implica no fato de não termos o direito de exigir que o Senhor nos faça aquilo que desejamos (Rm. 9: 19, 20).

c) A oração deve ser feita com fé (Mt. 21: 18-22).

 

3. Resultados da oração

 

A oração liga-nos ao trono da graça. Conecta-nos a graciosa majestade Divina. A oração tem o poder de levar o clamor do pecador aflito ao trono do Deus que é santo. Vejamos alguns exemplos bíblicos de resultados de oração:

3.1 – Antigo testamento

a) Moisés intercede pelo povo, roga pela presença de Deus e pela manifestação da sua glória (Ex. 32.11,12; 33.12 16; 17-23).

b) Salomão orou pedindo sabedoria (1 Rs. 3: 3-15).

c) O rei Asa clama ao Senhor em um momento de luta e aflição (2 Cr. 14: 9-15).

3.2 Novo testamento

a) Devemos orar pela salvação dos perdidos e para que Deus abra portas a pregação da palavra (Cl. 4: 2-6).

b) Oração pelo crescimento espiritual dos irmãos (Cl. 1: 9-12).

c) Pelo livramento dos irmãos (At. 12: 5-19).

A bíblia contém muitos outros exemplos nos quais a oração mudou o rumo das coisas. Podemos citar o prolongamento
da vida do rei Ezequias, cura de enfermos e até ressurreição de mortos, demonstrando que nem mesmo a morte pode deter o poder do Autor da vida, Jesus.

 

Conclusão

 

Deus pode responder as nossas orações de três formas: sim, não e espere.

a) Sim – Quando aquilo que pedimos está associado à vontade do nosso Soberano Senhor. Jesus nos ensinou a orar submetendo-nos a vontade do Pai (Mt. 6: 9, 10).

b) Não – Nem sempre pedimos o melhor. Certamente nem tudo que aparenta ser bom para as nossas vidas, verdadeiramente será uma bem aventurança. Existem casos nos quais os nossos pedidos são egoístas (Tg. 4: 3). Quando o Senhor diz não significa que o nosso pedido está divorciado da Sua vontade, portanto, não é um pedido bom, perfeito e agradável.

c) Espere – O não de Deus demonstra o divorcio entre aquilo que pedimos e a vontade do Senhor; quando Deus manda
esperar significa que o nosso pedido está divorciado do Seu tempo.

O servo de Deus deve ter discernimento quanto ao ato, a circunstância e o tempo enquanto espera pela benção.


As lições desta série foram publicadas primeiramente em 1966 e republicadas em 1986 pelo Departamento de Educação da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil como parte da revista de escola bíblica dominical. Todos os direitos são reservados à UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *