Artigo 28 – O destino final dos homens


Textos para estudo: João 5: 25-29; Apocalipse 21: 1-8.

 

Texto áureo: Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo (Jo. 5: 28, 29).

 

Leituras diárias:

Seg. – João 5: 19-29;

Ter. – 1 Coríntios 15: 1-19;

Qua. – 1 Coríntios 15: 20-34;

Qui. – 1 Coríntios 15: 35-49;

Sex. – 1 Coríntios 15: 50-58;

Sab. – 1 Tessalonicenses 4: 13-18;

Dom. – Apocalipse 21: 1-8.

 

Objetivos da lição:

  1. Analisar o Artigo 28 da breve exposição;
  2. Analisar as consequências da segunda vinda do Senhor.

 

Artigo 28: “Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do filho de Deus e ressuscitarão: os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor”. “Os outros também ressuscitarão, mas para a condenação.”

Este último Artigo trata essencialmente do destino final dos homens. Mas refere-se também aos acontecimentos que antecedem o estabelecimento do estado final, quer dos justos quer dos ímpios. Seguindo as declarações que nele constam e os textos bíblicos que as embasam. Vamos comentá-lo a seguir.

1. Todos vão ressuscitar

 

No evangelho de João, Jesus afirmou “vem a hora em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão” (Jo. 5: 28). É uma referência à ressurreição que tanto os santos como os incrédulos experimentarão. Jesus afirmou aos judeus que assim sucederia. Havia entre eles os saduceus, que não criam na ressurreição. Disse-lhes que era dEle a autoridade para ressuscitar e julgar os homens. Ensinou que os crentes nEle escaparão do juízo (Jo. 5: 24), mas os que não creem ressuscitarão para receberem a condenação (Jo. 5: 29).

A ressurreição de todos os mortos é um ensinamento claro das Escrituras Sagradas e uma das doutrinas fundamentais do Evangelho. Jesus Cristo a ensinou (Mt. 22: 29-32, Mc. 12: 24-27; Lc. 20: 34-38; Jo. 5: 54); os apóstolos pregaram e ensinaram a doutrina (At. 4: 2; 17: 18; 23: 6; 24: 15, 21; 26: 6-8; Rm. 6: 5; 1 Ts. 4: 15, 16); o escritor aos Hebreus se refere ao fato (Hb. 11: 35) e João, por sua vez, no Apocalipse, confirma esse ensino (Ap. 20: 4-6, 13).

2. A ressurreição para a glória – o estado final dos justos

 

A ressurreição dos ímpios é para serem condenados (Jo. 5: 29). Trata-se do julgamento do grande trono branco (Ap. 20: 11-15). Diante do Senhor comparecerão, no fim dos tempos, todos os ímpios que, tendo sido ressuscitados, receberão o veredicto de sua condenação eterna. Esse estado final dos ímpios é denominado inferno.

Apresentaremos aqui a doutrina quanto ao inferno em quatro declarações:

3.1. O inferno como a negação ou ausência de tudo o que significa o Céu.

Assim como o céu é uma fruição de todo o bom desejo, o inferno é a frustração de todo o desejo semelhante. O céu é o cumprimento do amor; o inferno é o cumprimento do egoísmo. O céu é o fruto maduro da vida regenerada, que foi criada de novo e m Cristo; o inferno é o inverso de tudo o que implica esta experiência cristã.

3.2. As verdades espirituais implicadas na doutrina do inferno são apoiadas pelas Escrituras

Muitos textos das Escrituras apoiam a doutrina do inferno. Em sua maior parte são expressões figurativas ou simbólicas; e devem, interpretar-se assim. Mas isso não dá a entender como pensam alguns, que a doutrina do inferno tem a ver apenas com um estado do espírito humano. Os corpos ressuscitados dos mortos sem Cristo contrariam essa ideia (Ap. 20: 12-15). Há também passagens literais nas quais podemos estar seguros de que as figuras empregadas naquelas outras nos dizem muito a respeito da realidade do inferno.

Em Mateus 25: 41, Jesus usa a expressão “fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Esta citação nos dá a entender, inicialmente, que o inferno não foi preparado para os homens, mas sim para o diabo e os seres angelicais que o seguiram.

No texto de Marcos 9: 48, Jesus se refere ao inferno como o lugar “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga”, significando o sofrimento dos perdidos após a morte.

Em Apocalipse 21: 8, o estado final reservado para os incrédulos é descrito como “a segunda morte” (Ap. 20: 6), porque o lugar para eles destinado é o “lago que arde com fogo e enxofre”.

3.3. Assim como há graus de recompensa para os justos, também há graus de castigo para os ímpios

O Juiz de toda a terra fará justiça. Não devemos ter dúvidas sobre isso. A doutrina dos graus de recompensa e dos castigos é clara nas Escrituras, do mesmo modo que, em oposição, a Palavra se refere aos galardões dos santos.

3.4. A condenação dos pecadores, seja qual for o grau de culpabilidade, é interminável

Em Marcos 3: 29, Jesus declara que o que pecar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno. O “verme que não morre” e o “fogo que não se apaga” (Mc. 9: 48) assinalam a mesma verdade. Assim também o contraste entre o destino dos perdidos e dos salvos no juízo, mostra que a continuidade da existência de uns corresponde à de outros. É castigo eterno, em um caso, e vida eterna, em outro (Mt. 25: 46).

Conclusão

 

Céu e inferno são os destinos finais dos homens. O primeiro é para aqueles que, em vida, receberam a salvação oferecida em Cristo e confessaram-na como Senhor e Salvador; o segundo é reservado aos que não receberam a Cristo. Só há estes dois destinos. A Bíblia não nos apresenta nenhum outro, louvado seja Deus que em Cristo nos justificou para o louvor de Sua glória.


As lições desta série foram publicadas primeiramente em 1966 e republicadas em 1986 pelo Departamento de Educação da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil como parte da revista de escola bíblica dominical. Todos os direitos são reservados à UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil).

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